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Uma proposta para a Casa Marina — onde acolher, capacitar e impulsionar deixam de ser três verbos soltos e passam a ser um único enredo que cada mulher leva consigo, todos os dias.
A Casa Marina já nasce com uma história pronta, pois carrega o nome de uma mulher de verdade — Marina Annes Guimarães — que dedicou a vida a plantar sonhos e semear oportunidades. A Casa já é o começo de um enredo: a continuação de uma história de generosidade.
Oportunidade: poucos projetos têm o privilégio de um patrimônio simbólico tão pronto.
A mulher que chega à Casa Marina costuma trazer mais do que falta de qualificação. Ela traz uma vida inteira de ouvir que não dava conta. E é justamente aí que os materiais comuns falham.
Filhos, trabalho informal, deslocamento longo. Um planner de grade rígida vira mais uma promessa quebrada — frustração, não ajuda.
Escolaridade interrompida em muitos casos. Material "letrado" demais exclui parte do grupo logo na primeira página.
Não por falta de capacidade — por falta de alguém que diga, e prove, que ela vale. Folheto institucional não faz isso.
É o momento de maior insegurança e maior evasão. Sem um ritual de pertencimento, muitas desistem antes de começar.
O motor de engajamento mais forte que existe nesse universo é o "se ela conseguiu, eu consigo". Quando uma mulher se reconhece na trajetória de outra — a que morava de favor e hoje tem o próprio salão, a que tirou a família da pobreza com a costura — algo destrava. A história deixa de ser entretenimento e vira espelho.
Quatro peças que se conversam: uma personagem que dá voz, um planner/diário que caminha na bolsa, contos reais que geram identificação e um ritual de entrada que marca o começo. Tudo ancorado no universo de marca que o IMFG já construiu com o Bemi.
O "planner" reinventado para a vida real. Não é uma grade rígida que cobra — é um caderno-companheiro de baixíssima fricção. Cada mês abre com uma tira em quadrinhos ou pequeno conto sobre as dores da jornada das mulheres: o medo do primeiro dia, o primeiro dinheiro ganho com as próprias mãos, a vontade de desistir. No lugar de planejamento, micro-rituais de uma linha — "Hoje eu fiz…", "Um orgulho da semana…" — escrita opcional, zero culpa por pular dias, e páginas para registrar conquistas concretas. Ver o próprio progresso no papel é o que reconstrói autoestima.
Aqui temos duas possibilidades. Podemos criar um personagem inspirado na história da Marina ou, em vez de criar do zero, dar à lore do Bemi uma companheira feminina — como Minnie e Mickey. Qualquer uma das opções dará voz e rosto à Casa Marina, com continuidade ao espírito acolhedor da Marina real. Ela é a guia, a condutora da jornada e das histórias ao longo do planner historiado.
Uma versão feminina do Bemi — o paralelo Minnie e Mickey. Ancora a Casa no universo de marca que o IMFG já consagrou, somando um novo capítulo a uma família de personagens conhecida.
Uma personagem inspirada na própria Marina — sábia, acolhedora, generosa. Dá rosto direto ao nome que a Casa já carrega e à história real que a originou.
A trajetória real de cada mulher, coletada por entrevista e pesquisa, transformada em um conto de 2 a 3 páginas. Cada mês do Diário reserva um QR code: à medida que as histórias são produzidas, elas entram nos links — e a mulher abre o celular para encontrar a história de uma irmã de jornada. Pode ser contada em áudio (contornando a barreira da leitura), em vídeo curto ou em conto HTML interativo. Para quem é retratada, virar protagonista é autoestima pura. Para quem assiste, é o "se ela conseguiu, eu consigo" em estado bruto.
O primeiro dia — o de maior medo e maior evasão — vira um ritual de pertencimento. Cada mulher recebe uma bolsa (ou sacola) com a logo, um espelho de bolsa com uma frase de força, e o Diário. O espelho não é acessório: é o objeto que devolve o olhar e diz "olha quem está começando algo novo". E a cada nova turma — bimestral, trimestral ou semestral — uma palestra de storytelling com a Flora Manga abre o ciclo, transformando a chegada num momento que emociona, faz rir e marca memória. A história começa no minuto zero.
A Casa Marina já tem a melhor história possível: uma mulher real cujo nome virou acolhimento. Nós damos voz, rosto e continuidade a essa história — e a colocamos na mão de cada aluna, todos os dias.